I wish I was a neutron bomb, for once I could go off
I wish I was a sacrifice, but somehow still lived on
I wish I was a sentimental ornament you hung on
The Christmas tree, I wish I was the star that went on top
I wish I was the evidence, I wish I was the grounds
For 50 million hands upraised and open toward the sky
I wish I was a sailor with someone who waited for me
I wish I was as fortunate, as fortunate as me
I wish I was a messenger and all the news was good
I wish I was the full moon shining off your Camaro's hood
I wish I was an alien at home behind the sun
I wish I was the souvenir you kept your house key on
I wish I was the pedal brake that you depended on
I wish I was the verb 'to trust' and never let you down
I wish I was a radio song, the one that you turned up
I wish...
I wish...
By Eddie Vedder from Pearl Jam
Saturday, 15 September 2007
s/ titulo
"Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é libertamo-nos da mão que nos conduz. A superficialidade na erudição é o melhor modo de ler bem e ser profundo.
Que coisa tão reles e baixa que é a vida! Repara que para ser baixa e reles basta não a quereres, ser-te dada, nada depender da tua vontade, nem mesmo da tua ilusão da tua vontade.
Morrer é sermos outros totalmente. Por isso o suicídio é a cobardia: é entregarmo-nos totalmente à vida."
Bernando Soares in Livro do Desassossego
Que coisa tão reles e baixa que é a vida! Repara que para ser baixa e reles basta não a quereres, ser-te dada, nada depender da tua vontade, nem mesmo da tua ilusão da tua vontade.
Morrer é sermos outros totalmente. Por isso o suicídio é a cobardia: é entregarmo-nos totalmente à vida."
Bernando Soares in Livro do Desassossego
Thursday, 23 August 2007
Gajas nuas!
Como prometido... Cá vai...
Pode ser que depois apareçam mais! hehehe
Divirtam-se... Ou lá o que é que fazem quando estão a ver gajas nuas!
Vou só escrever gajas nuas mais vezes para ter mais trafego...
Gajas nuas... Gajas nuas.... Gajas nuas....
hehehe
Pode ser que depois apareçam mais! hehehe
Divirtam-se... Ou lá o que é que fazem quando estão a ver gajas nuas!
Vou só escrever gajas nuas mais vezes para ter mais trafego...
Gajas nuas... Gajas nuas.... Gajas nuas....
hehehe
Wednesday, 22 August 2007
Canela...
Entrou sem saber exactamente o que procurava... Talvez o toque frio das colunas de granito... Ou, quem sabe, o ar quente e acolhedor daquela meia luz... Ou o conforto das madeiras e do cheiro a canela... Talvez um abrigo deste fim de tarde de Inverno...
Talvez...
Talvez um sorriso!
(ou uma lágrima)
Talvez...
Olhou à sua volta e verificou a sua presença... Estava lá!
Era mesmo isto que estava a precisar, pensou... Ainda sem saber ao que se referia!
Talvez fosse isso mesmo!
Saiu agradecido, e com uma pequena sensação nostálgica...
Apertou bem o casaco, assim que sentiu o ar gélido a entrar pela porta...
Lisboa esperava-o, cinzenta...
Escolheu a rua mais estreita que o seu olhar conseguir encontrar! Pestanejou, para verificar que ainda não tinha os olhos congelados e seguiu caminho, sem saber exactamente para onde ia...
No seu íntimo queria voltar... Desejava nunca ter saído...
(devia ter ficado, não faz sentido voltar para lá agora)
Ficar?? A fazer o quê? Já nada tinha que fazer...
Olhou por cima do ombro... mas já não viu nada, o nevoeiro toldou-lhe a vista...
(o nevoeiro toldou-lhe a mente...)
Seguiu...
Talvez...
Talvez um sorriso!
(ou uma lágrima)
Talvez...
Olhou à sua volta e verificou a sua presença... Estava lá!
Era mesmo isto que estava a precisar, pensou... Ainda sem saber ao que se referia!
Talvez fosse isso mesmo!
Saiu agradecido, e com uma pequena sensação nostálgica...
Apertou bem o casaco, assim que sentiu o ar gélido a entrar pela porta...
Lisboa esperava-o, cinzenta...
Escolheu a rua mais estreita que o seu olhar conseguir encontrar! Pestanejou, para verificar que ainda não tinha os olhos congelados e seguiu caminho, sem saber exactamente para onde ia...
No seu íntimo queria voltar... Desejava nunca ter saído...
(devia ter ficado, não faz sentido voltar para lá agora)
Ficar?? A fazer o quê? Já nada tinha que fazer...
Olhou por cima do ombro... mas já não viu nada, o nevoeiro toldou-lhe a vista...
(o nevoeiro toldou-lhe a mente...)
Seguiu...
***
A rapariga estava inquieta... Não o sabia porquê, mas estava... Sentia que hoje algo ia acontecer, olhou pela porta e viu-o a entrar de mansinho... Pequenos e suaves passos, como se fosse um urso de peluche...
(ou talvez fosse do frio)
Seguiu-o com olhar, tentando não dar muito nas vistas... Sorriu quando os seus olhares se cruzaram naquele momento em que o ar se tornou magicamente cristalino entre eles!
(era capaz de jurar que os seus olhos se tinham tocado... Unido, quem sabe!)
Estava feio, hoje... Sabia que era bonito, mas hoje... Estava diferente... Tinha o olhar triste... Perdido, talvez.... Será que?
(sim, pensas bem... Mas não sabes que o teu pensar é correcto... A dúvida permanece... Permace, não! Cresce... A Dúvida cresce...)
Sentiu a sopro gélido vindo da porta, ainda, semi-aberta... Sentiu-se confortável na sua cadeira de madeira e o cheiro da canela a inundar-lhe os pulmões...
(quis ir abraça-lo... Dizer-lhe: "estou aqui!", enquanto as suas mãos o acarinhavam, e as dele, perdidas no cigarro e na caneta... Queria, mas não foi!)
Ficou simplesmente a olhar... Deixou-se perder nas suas feições!
Ele viu-a, finalmente...
(será que viu, ou olhou???)
Ela sorriu novamente, e viu um suave sorriso seu delinear-se-lhe na face... Sentiu conforto...
Perdeu-se novamente no seu rosto, e na forma como o seu casaco pendia na cadeira, na camisa a desenhar-lhe o corpo frágil... E nas mãos, perdidas...
Ganhou coragem, levantou-se...
Mesmo a tempo de o ver sair pela porta... Ainda teve tempo de o ver a agasalhar-se... E seguir caminho... Saiu apressada... Estava muito frio... Vestiu-se rapidamente e quando olhou... O nevoeiro toldou-lhe a vista...
(o nevoeiro toldou-lhe a mente...)
Uma pequena lágrima congelou no seu rosto...
(ou talvez fosse do frio)
Seguiu-o com olhar, tentando não dar muito nas vistas... Sorriu quando os seus olhares se cruzaram naquele momento em que o ar se tornou magicamente cristalino entre eles!
(era capaz de jurar que os seus olhos se tinham tocado... Unido, quem sabe!)
Estava feio, hoje... Sabia que era bonito, mas hoje... Estava diferente... Tinha o olhar triste... Perdido, talvez.... Será que?
(sim, pensas bem... Mas não sabes que o teu pensar é correcto... A dúvida permanece... Permace, não! Cresce... A Dúvida cresce...)
Sentiu a sopro gélido vindo da porta, ainda, semi-aberta... Sentiu-se confortável na sua cadeira de madeira e o cheiro da canela a inundar-lhe os pulmões...
(quis ir abraça-lo... Dizer-lhe: "estou aqui!", enquanto as suas mãos o acarinhavam, e as dele, perdidas no cigarro e na caneta... Queria, mas não foi!)
Ficou simplesmente a olhar... Deixou-se perder nas suas feições!
Ele viu-a, finalmente...
(será que viu, ou olhou???)
Ela sorriu novamente, e viu um suave sorriso seu delinear-se-lhe na face... Sentiu conforto...
Perdeu-se novamente no seu rosto, e na forma como o seu casaco pendia na cadeira, na camisa a desenhar-lhe o corpo frágil... E nas mãos, perdidas...
Ganhou coragem, levantou-se...
Mesmo a tempo de o ver sair pela porta... Ainda teve tempo de o ver a agasalhar-se... E seguir caminho... Saiu apressada... Estava muito frio... Vestiu-se rapidamente e quando olhou... O nevoeiro toldou-lhe a vista...
(o nevoeiro toldou-lhe a mente...)
Uma pequena lágrima congelou no seu rosto...
Wednesday, 15 August 2007
tudo quanto poderia ter dito
"[...]
Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repent, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono. e eu faça festas com os olhos fechados, como um gato. a tudo quanto poderia ter dito"
Tenho neste momento tantos pensamentos fundamentais, tantas coisas verdadeiramente metafísicas que dizer, que me canso de repent, e decido não escrever mais, não pensar mais, mas deixar que a febre de dizer me dê sono. e eu faça festas com os olhos fechados, como um gato. a tudo quanto poderia ter dito"
Bernando Soares in O Livro do Desassossego
Monday, 30 July 2007
Sonho
" Alguns têm na vida um grande sonho e faltam a esse sonho. Outros não têm na vida nenhum sonho, e faltam a esse também" Bernando Soares in O Livro do Desassossego
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